domingo, 2 de agosto de 2009

Quantas crianças precisam de ajuda e não há quem as ajude,é muito difícil para algumas pessoas entenderem, mas não é difícil para quem já passou por situação semelhante;e para piorar a situação você não se sente melhor depois que crescer, não é mais seguro quando você alcança determinada idade,isso não tem solução,porque pessoas que praticaram tais atos no passado faleceram e novas nasceram e continuarão a nascer,e vitimas desses monstros vestidos de seres humanos também,assim é difícil identifica-los para vitimas de tais atos só resta se fechar em seu próprio mundo,sorrir para todos,pois nem todos são assim,desconfiar de todos pois nem todos são confiáveis,e esperar que algo aconteça para proteger possíveis novas vitimas dessa espécie de monstro,pois há outras espécies,e por mais que se faça nunca será o suficiente para por fim definitivo a isso. Saímos de lá e com a saída só recordação ruim na bagagem,e não eram poucas,próxíma parada Vila Dionisia,tempo em que crianças não podiam ser crianças,não que tenha mudado muito agora,pois existem casas e famílias onde crianças ainda não podem ser crianças,em plena cidade grande,em pleno século 21.Na minha "família" naquela época crianças não brincavam,detalhe,crianças do sexo faminino,e para nosso tormento eramos na grande maioria mulheres,ou melhor,meninas.Opressão por todos os lados,agressão não faltava,socorro não havia,mas dias piores viriam,e enquanto esses dias não chegavam...,aprendi que as escolas aqui não se diferem muito das escolas norte americanas,pelo menos no quisito violência,eu temia ir para o antigo pré,haviam duas irmãs que me atormentavam,me levavam até um alto monte e ameaçavam me lançar lá de cima,eu pavor delas,ir ao pré era um tormento,e não tinha socorro,lembro que minha mãe me levava antes de ir trabalhar,haviam vendedores de doces como sempre houve nas portas das escolas,ela comprou doce colocou na bolsa e foi embora,quando eu a vi comprando doce acreditei que ela estava comprando pra mim,no primeiro dia de pré,mas eu estava enganada,me fechei e nunca disse nada,é a única lembrança que eu tenho de minha mãe me levando à escolinha,também lembro dos uniformes vermelhos e brancos,shortes vermelhos,tenis vermelho,meias brancas,camisas também brancas e uma sacolinha vermelha,é a única lembrança boa que eu tenho dessa época.Chegou o tempo de nos mudar para o Jardim Vista Alegre,um começo para um novo tempo de sofrimento.

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