sexta-feira, 18 de setembro de 2009

péssimas lembranças

Vivemos um ano em Osasco,ali eu vi um trabalhador ser assaltado com um revolver pela primeira vez,vi minha mãe jogar minha irmã para fora de casa para ser espancada por umas meninas da área,vi nossa casa depois de um assalto quando voltamos de um passeio da grande São Paulo,não havia sobrado quase nada,oque eles não puderam levar destruíram.Um dia nós fomos ao lugar de tormento para mim, no Lausane Paulista,bairro onde eu morei quando tinha 4 anos e sofri abuso sexual da parte do meu tio,passamos lá o fim de semana e voltamos no domingo á noite,lembro-me que todos já estavam prontos para sair e foi feita a pergunta que todos os adultos fazem para as crianças(alguém quer ir ao banheiro),eu queria mas disse que não,tinha medo de que quando saísse do banheiro não encontrasse mais ninguém,que eles fossem embora e me deixassem para traz,naquele meu lugar de tormento e péssimas lembranças.Quando chegamos em casa ela tinha sido assaltada,havia discos quebrados na rua,roupas jogadas pela casa,comida espalhada por todo lugar,eles levaram o aparelho de som,televisão,discos antigos,entre outras coisas,minha mãe foi na delegacia deu queixa mas a policia disse que não havia oque se fazer,foi encontrada uma correntinha de ouro enrolada no fil de energia,deduziu-se que não eram ladrões entendidos do assunto.Cansada de esperar pela policia e de ouvi-los dizer para esquecer o assunto e comprar tudo novo,minha mãe começou a investigar por conta e descobriu onde estavam as coisas roubadas, então ela chamou a policia e foi a casa dos ladrões,onde encontraram as coisas roubadas,a surpresa maior foi quando ela viu que quem havia roubado a casa foram uns rapazes que estavam lá uma semana antes em uma festa que ela havia dado,e ficaram sabendo que nós iríamos passear e que não ficaria ninguém em casa,na verdade o informante foi minha própria mãe que no meio da conversa acabou revelando isso para aquele bicos na festa,é que minha mãe sempre foi dada a festas,e a fazer amizade com quem quer que fosse .Os rapazes foram parar na cadeia,suas mãe intercederam por eles,mas minha mãe estava irredutível,devido ao fato de quem eram os rapazes,eles tinham ido a nossa casa comido da nossa comida,bebido da nossa bebida,abusado da confiança dela sem terem sido convidados e roubado,por esse motivo ela disse não.Logo depois nos mudamos para a grande São Paulo,no bairro da Cachoeirinha,em um sobrado que se localiza na Av General Penha Brasil.ali começaria uma nova fase que eu preferiria que nunca tivesse existido,se houvesse uma maquina do tempo e eu tivesse que escolher uma época para voltar e mudar tudo seria exactamente ali no ano de 1982.

sábado, 5 de setembro de 2009

Lembranças de minha vida

Sabem acredito que crianças devem ser crianças,viverem como crianças e ninguém tem o direito de tirar isso delas.meu Deus,malditos todos aqueles que destroem vidas de crianças.Depois de termos nos mudados para Osasco eu fui matriculada em uma escola e até hoje não me esqueci o nome dela [EEPSGrº Drº Américo Marcos António].No primeiro dia de aula minha mãe me levou para a escola,comprou seu doce colocou na bolsa,me disse que era a única vez que me levaria ,era para eu aprender o caminho porque no dia seguinte eu iria só,naquele momento esperava que ela se preocupasse comigo por atravessar uma Avenida que ficava no caminho da escola escola,mas não houve tal preocupação,e aquilo me entristecera muito,eu nunca havia andado sozinha,nunca tinha atravessado uma rua sozinha,tinha 7 anos,o mundo me assustava,mas ela não sabia e nem queria saber.Minha avó continuava a bater em mim,a impressão que eu tive é que eu era o saco de pancadas dela,sei lá,ela batia porque eu mijava na cama,porque eu não queria lavar a louça,porque eu queria brincar,porque eu queria ser criança e não queria ter responsabilidade de adulto,só queria ser criança. Quando nós morávamos no Lauzane Paulista minha avó ganhou do meu tio uma correia de mais ou menos 10cm de espessura feita de borracha de pneu,era com aquilo que ela batia em nós mulheres,onde aquilo acertava inchava na hora,minhas irmãs junto com a minha prima tentaram se livrar das surras jogando em um rio , de inicio ela subistituiu por um chicote de boiadeiro,depois,ele fez outra e deu para ela,não havia como se livrar não