Sabem acredito que crianças devem ser crianças,viverem como crianças e ninguém tem o direito de tirar isso delas.meu Deus,malditos todos aqueles que destroem vidas de crianças.Depois de termos nos mudados para Osasco eu fui matriculada em uma escola e até hoje não me esqueci o nome dela [EEPSGrº Drº Américo Marcos António].No primeiro dia de aula minha mãe me levou para a escola,comprou seu doce colocou na bolsa,me disse que era a única vez que me levaria ,era para eu aprender o caminho porque no dia seguinte eu iria só,naquele momento esperava que ela se preocupasse comigo por atravessar uma Avenida que ficava no caminho da escola escola,mas não houve tal preocupação,e aquilo me entristecera muito,eu nunca havia andado sozinha,nunca tinha atravessado uma rua sozinha,tinha 7 anos,o mundo me assustava,mas ela não sabia e nem queria saber.Minha avó continuava a bater em mim,a impressão que eu tive é que eu era o saco de pancadas dela,sei lá,ela batia porque eu mijava na cama,porque eu não queria lavar a louça,porque eu queria brincar,porque eu queria ser criança e não queria ter responsabilidade de adulto,só queria ser criança. Quando nós morávamos no Lauzane Paulista minha avó ganhou do meu tio uma correia de mais ou menos 10cm de espessura feita de borracha de pneu,era com aquilo que ela batia em nós mulheres,onde aquilo acertava inchava na hora,minhas irmãs junto com a minha prima tentaram se livrar das surras jogando em um rio , de inicio ela subistituiu por um chicote de boiadeiro,depois,ele fez outra e deu para ela,não havia como se livrar não
sábado, 5 de setembro de 2009
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